História do universo de Fading Suns

Salve camaradas e compatriotas do RPG =P

Tenho colocado várias informações sobre a jogabilidade, noções de como melhorar as sessões de RPG e fazer o processo ser mais divertido ou organizado para o mestre/jogador. Espero que tenham gostado das dicas que eu dei!

Como fã de carteirinha do universo de Fading Suns, irei explicar um pouco do cenário e da história deste RPG, que teve sua primeira edição em 1996, pela Holistic Designs, e hoje está em sua segunda edição revisada, editado pela FASA.

A ideia dos criadores Bill Bridges e Andrew Greenberg era que fosse um Passion Play, um jogo de emoções, no qual os personagens seriam responsáveis pela saga da redenção da humanidade. Ambos os criadores são conhecidos pelo trabalho em World of Darkness.

Uma coisa impressionante é a versatilidade do cenário, no qual podem ser trabalhados diferentes aspectos do enredo, como intrigas na corte, Space Opera, elementos de fantasia, terror lovecraftiano, até cyberpunk e “dungeon crawl”. Pode parecer loucura algo ser tão versátil, porém casa muito bem com o jogo, uma vez que a ambientação é conhecida do jogador.

Irei fazer a história de forma resumida, pois tem MUITA informação e, além da história no livro base, cada livro que explica cada facção dá detalhes e pontos de vista únicos.

A história (de forma resumida):

Num futuro próximo, a Terra se unifica politicamente sobre a égide de megacorporações internacionais. Rapidamente o governo se torna opressor, porém, sob a Primeira República (o tal governo), a Terra também conheceu a exploração e o desenvolvimento do Sistema Solar. Então, no século 24, os humanos descobriram o Jumpgate, primeira prova (excluindo diversas descobertas duvidosas em Marte) de uma civilização extraterrestre. Mais importante: o imenso artefato abria a porta para o Jumpweb, deixado pela antiga raça, denominada Ur ou Anunnaki, que há muito tempo havia desaparecido.

As corporações aproveitam a oportunidade rapidamente para se expandir, porém descobrem a sua inabilidade de exercer controle sobre os colonizadores; em seguida, uma comunidade por vez se declara independente da Terra. Assim, a Diáspora nasceu e causou a morte de Primeira República.

Muitas comunidades eram lideradas por líderes carismáticos, frequentemente formando clãs. Esses clãs, para tomar para si um adicional de esplendor, frequentemente traçavam suas linhagens a nobreza e aristocracia da Terra pré-espaço, se tornando casas nobres.

A descoberta de civilizações alienígenas foi um baque para as já fracas religiões; diversas seitas e cultos aos Anunnaki surgiram e se espalharam. Entre eles, o mais notório (e mais caçado, devido à periculosidade às corporações e a ordem social) foi o culto de Sathra, popular entre pilotos de naves espaciais.

No século 28, Zebulon, um sacerdote Cristão – Católico ou Ortodoxo, não se sabe – pegou as estrelas, em busca de algum sinal. A Iluminação que ele encontrou foi além dos sonhos dele. Ele se tornou o Profeta de uma nova e definitiva fé, pregando para humanos e alienígenas da Diáspora, realizando milagres e colhendo Apóstolos e seguidores, que após a sua morte escreveram os Omega Gospels e fundaram a Igreja do Sol Celestial.

No meio do terceiro milênio, inspirado pela Igreja, ideias de livre comércio e filosofia de direitos humanos os povos da Diáspora se uniram novamente, formando a poderosa Segunda República. Neste período de incomparável progresso, pessoas se estabeleceram em incontáveis mundos, cientistas estavam no caminho de provar que qualquer coisa era possível, doenças e fome se tornaram lendas e assistência médica fazia seguro o mais suicida dos esportes radicais. Mas todas as coisas chegam a um fim.

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Mapa do Universo de Fading Suns

Perto da virada do milênio (4000 AD), muitos ficaram desempregados devido ao trabalho robótico e mão de obra alienígena barata, experiências científicas tem resultados frankensteinianos e o homem comum vinculava a República aos pesados impostos e as disputas políticas. E, além de tudo isso, as estrelas começaram a desvanecer. Muitos procuraram amparo na Igreja, que acusava o homem de ter perdido seu meio entre os bens e tecnologias, o que causou revoltas e pânico nos planetas. Enquanto os mundos fronteiriços estavam deixando a República um por um, nos mundos centrais as pessoas se voltavam para as casas nobres, pregando ideias de noblesse oblige. As dez mais poderosas tomaram as armas para lutar contra os separatistas, mas salvar a República não era a intenção deles. No final, os Dez conquistaram o planeta capital e a Segunda República chegou ao fim.

A primeira metade do quarto milênio ficou conhecida como a Nova Idade das Trevas. A maioria da população se tornou camponesa, a Igreja proibia o avanço da tecnologia, nobres governavam de seus castelos e os remanescentes da República e seus conhecimentos formaram as Guildas, comandado pela Liga Mercante. Quando os bárbaros, dos então mundos separatistas, invadiram os Mundos Conhecidos, um homem – Vladimir da casa Alecto, levantou-se para lutar contra eles. Ele conseguiu unir as forças dos Mundos Conhecidos (como os mundos centrais no espaço humano eram chamados) atrás dele e expulsou os invasores. Com todo o poder a seu dispor, ele se denominou Imperador dos Mundos Conhecidos, o Imperador da Fênix, que geraria seu poder para as estrelas – mas foi assassinado durante a sua coroação por um atacante desconhecido (apesar de que rumores dizem que ele foi assassinado por demônios).

Vladimir, porém, deixou todo o aparato administrativo para trás e um precedente aberto. No século 50, uma reivindicação ao trono causou uma avalanche, mergulhando os Mundos Conhecidos em uma guerra de cinco frentes (cinco das Dez casas originais morreram ou perderam sua influência no meio tempo – assim se tornando as Cinco), com a Igreja e a Liga Mercante observando a situação na possibilidade de estabelecer uma teocracia ou outra república. Em última instância, foi Alexius, da casa Hawkwood, que conseguiu reunir o apoio da Igreja e da Liga, forjando alianças com a casa Al-Malik e dos Li-Halan, derrotando seus oponentes e coroando a si mesmo Imperador Alexius, o Primeiro.

O novo Imperador levou rapidamente à reconstrução dos Mundos Conhecidos após a guerra. Em vez de impor o seu governo pela força de seu exército, Alexius optou por uma forma mais carismática e de liderança pacífica, para inspirar outros a se juntar a ele e a mexer a velha estrutura de poder, atiçando, assim, os jovens. Desse modo, começou um período de oportunidade e esperança, uma hora perfeita para aqueles que querem forjar seu próprio destino.

É neste momento que os jogadores aparecem.

Tem até um vídeo do jogo Emperor of the Fading Suns, que conta a história! Tem legendas em espanhol, mas acho que quebra o galho. ^_^

Deem desconto para a animação antiga de um jogo de 1998!!!

 

 

Espero que tenham gostado.
Um dos próximos posts será sobre as principais facções do jogo.

Se tiverem alguma dúvida, é só falar comigo.

Abraços a todos!

 

Links:

FASA

Holistic Designs

 

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