O que é RPG?

Olá… faz meses que não escrevo nada e acho que está na hora de escrever alguma coisa. Vamos deixar 2014 escrevendo e entrar 2015 com mais afinco!

Gostaria de falar sobre o RPG.

Bem, li alguns sites, a Wikipedia e dicionários.

Eu acho interessante como todos mostraram formas parecidas, mas não muito objetivas, misturando o RPG dos Videogames com os “de mesa”. Muitas vezes misturam os dois e o que sai é uma confusão. o.O
Achei melhor tentar explicar com minhas palavras e separar o console do livro.

Mas antes de esclarecer o que é o RPG, vamos  destrinchar um pouco.

A sigla “RPG” pode ter diferentes de significados, no inglês ou português. Os mais comuns são:

  • Rocket-Propelled Granade – é um lançador de foguetes. Muito utilizado pelas forças soviéticas/russas, Hamas e exércitos de diversas nações. Wikipedia
  • Reprogramação (ou Reeducação) de Postura Global – é um método de fisioterapia utilizado para melhorar a postura do corpo e como ele reage ao ambiente. SBRPG
  • Role-Playing Game – jogo de interpretação de personagens. É desse que vamos nos falar.

O Role-Playing Game, traduzindo ao pé da letra, é jogo de interpretação. Mas o que seria um jogo de interpretação?
Bem, teatro é um tipo interpretação, assim como os filmes, como vocês sabem. Os atores recebem os papéis que iram interpretar, decoram as falas, o que irá acontecer e com interagir com os outros atores e seus personagens.
Agora, imagine que no mesmo teatro/filme, você recebe um papel de um personagem. Só que nele há apenas dados sobre o que ele sabe fazer e o quão bom ele é. Não há script ou falas predefinidas como no teatro. Você conhece outros personagens interpretados por seus amigos ou colegas. Cada um tem suas habilidades, jeito de agir e de lidar com situações a seu modo. Isso é o RPG – que é um pouco parecido com jogos de improviso, também feitos no próprio teatro, para treinar atores.

Neste momento você me pergunta – o que se faz para jogar RPG?
Bem, há uma pessoa chamada de “Game Master” (GM) ou “Dungeon Master”, em nossa língua, Mestre do Jogo ou Narrador. Essa pessoa é responsável por elaborar e passar a história para você e os outros jogadores. Ela irá representar outras pessoas que não estão presentes (que são chamadas de NPC’s ou Non-Player Control – Não controlado pelo Jogadores), irá descrever o ambiente, som, cheiros e levar a vocês utilizarem a imaginação para “ver” tudo isso.
E o mais importante, na minha opinião: o GM não é só passar a informação, mas mostrar também como reagirá o mundo à sua volta, de acordo com as ações de cada um dos personagens (3ª Lei de Newton: A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade). Tudo pode dar certo ou errado, dependendo de seus próprios passos.

E como saber se deu certo ou errado? Não é simplesmente falar o que se quer fazer e está feito; também não é apenas o mestre que avalia e decide a possibilidade de obter sucesso. Para jogar, usamos dados – ou seja, você precisa também contar um pouco com a sorte. Essa jogada de dados pode determinar se o que você queria fazer, seja subir uma montanha, andar de motocicleta ou fugir de um dragão, foi igual ao o que você imaginou.

 

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Há diversos sistemas de RPG, cada um focado em seu universo ou de uma forma genérica. Tem sistemas que usam apenas dados de seis faces, outros que usam apenas de dez faces ou até de todos os tipos e formas diferentes.

O universo nada mais é onde tudo se passa. Pode ser nos dias hoje, ou baseado nos livros dos Senhor dos Anéis/Hobbit, em Star Wars, ou filme/seriado que fez muito sucesso. Também há universos inteiros feitos apenas no RPG e que são muito famosos no meio, como Dungeons and Dragons – fantasia medieval, Shadowrun – em cyberpunk (tipo de distopia futurista) e Numenara – em um mundo que nasce da destruição do outro. Há também apenas sistemas de regras feitos para que você se baseie e crie de acordo com o que você imagina, como GURPS e FATE.

A quantidade de pessoas em um jogo nunca é certa – pode haver de duas a mais de dez. Mas o ideal é o quanto os jogadores consigam interagir sem atrapalhar (demais) uns aos outros.

Os RPG’s de videogame são de certa forma baseados nos “de mesa”, porém, eles têm a estrutura fixa. Apesar de você fazer escolhas e até mudar o final do jogo, há sempre fatores limitantes. Você nunca pode fazer o que você quer, só o que o jogo permite você fazer.

Se você quer fazer um RPG baseado no seu jogo de videogame ou filme, aconselho usar um destes sistemas de regras, ou criar o seu do zero… como um time de futebol que viaja o sistema solar contra times de outros planetas. Sinta-se à vontade!

O importante é jogar e se divertir.

 

No próximo post vou explorar um pouco do universos e sistemas de RPG que existem.

 

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