O Milagre das Balas

Segue texto para pequena representação teatral:

O Milagre das Balas

 

Personagens:

  • Zebulon, O Profeta
  • Mantius, O Soldado
  • Barão Arnau Sandoval Vennera de Aragon, nobre Hazat
  • eis soldados Hazat

Cenário:

Um vilarejo simples nos campos de Aragon.

De um lado do palco estão os camponeses e membros da nobreza Hazat, próximos escutando a palavra do Profeta, que se encontra do outro lado do palco com seu discípulo Mantius, o Soldado.

Narrador:

Entre os muitos feitos durante a era dos milagres, Zebulon pregava a nobres e camponeses de uma vila em Aragon. Sua palavra de sabedoria era sobre o homem ser humilde e saber posição na hierarquia.

Zebulon:

Eis que um homem brilha luz em sua vida. Mas esta luz não é própria dele e sim um reflexo dos sóis em sua alma. Para que ele possa brilhar mais, ele precisa polir sua alma para que toda a luz seja refletida ao máximo.

Camponês:

E como fazemos isso senhor profeta?

Zebulon:

Sendo humilde é uma das formas de se polir o espelho da alma.

Narrador:

Nisso um nobre se indigna com a palavra do profeta e se dirige a ele.

Barão:

Isso é ridículo! Sou um nobre, logo não preciso “polir” minha alma, pois ela reflete a minha nobreza e meus feitos de grande valor e coragem.

Zebulon:

Com teu valor e tua coragem, o que isto lhe trouxe? Se não percebes tua posição de nobreza com humildade tu és temido apenas pela ponta da espada. Não é pelo respeito que teus súditos lhe obedecem e sim pelo medo.

Barão:

Como possui coragem de me insultar, sou Barão Arnau Sandoval Vennera de Aragon!

Soldados matem este insolente!

Narrador:

No momento que os soldados miraram para atirar no Profeta, Mantius, pula na frente dos rifles e recebe a saraivada de balas, assim salvando o profeta. Porém ele não morreu na investida, pois as balas retornaram aos rifles que explodiram nas mãos dos soldados. E uma das balas zuniu pela orelha direita do nobre, sem atingi-lo. Este se joga aos pés de Zebulon e diz.

Barão:

Como detém poder sobre nós! Suplico que me converta à palavra do Pancriador e juro aprender a andar nos caminhos da fé.

Zebulon:

Basta acreditar na minha palavra e aceito a tua, valoroso nobre.

 

 

 

 

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