A fuga – Cap. 03

A medida que avançam no território, a noite como proteção, nossos quatro heroís se vêm a frente de muitos problemas. Acusados de um assassinato que não cometeram, perseguidos por um poderoso senhor feudal, não sabem como irão sair do planeta e se encontrão no meio do nada.

Na distancia vêm as luzes da mansão e percebem que há grande movimento de pessoas e luzes e lanternas a todo lado. Roland percebe que estão sendo observados, então ele diz pelo seu comunicador: “Continuem sem eu, irei investigar algo.” Ele imediatamente “caí” do cavalo propositalmente e deixa as coisas fluírem. Abgail , Tak e Alex continuam a cavalgar, conforme indicado pelo amigo, mas diminuem o passo. No chão ele percebe que quem o está observando está em uma árvore. Seu cavalo, diminui a velocidade e algo sussurra algo para o cavalo que se acalma e começa a pastar. O que quer que fosse em cima da árvore, cai no chão de pé. Tem pelo menos dois metros de altura e o vulto mostra que não é humano. Roland imediatamente reconhece, pois ele já ouviu falar dos Gharreb, os Homem Coyote. Roland se levanta de sopetão e a criatura o olha e levanta a mão mostrando estar desarmado e acaricia o cavalo. Roland pergunta: “Estamos fugindo, não vamos lhe fazer mau.” O Ghareeb apenas acena com a cabeça. Aponta para as luzes que na distância, se aproximam lentamente. “Eles estão nos seguindo. São Decados.” O Ghareeb vira as costa e diz apenas “Dissstrrraçãoo” no que parecia uma voz rouca pouco familiar com a humana. Roland dá um passo a frente e pergunta “Qual é seu nome?” Ele recebe apenas uma resposta: “Anpwf.” E desaparece na noite. Roland volta a montar seu cavalo e se encontra com seu colegas não muito a frente.

Por volta da duas da manhã, eles acalçam a pequena vila que o capitão tinha lhes dito.É uma vila rústica sendo a única construção grande um estábulo. Quando chegam perto da entrada, dispensam os cavalos e vão andando a pé. Quando se aproximam do estábulo, percebem que está trancado. Fazem um pouco de barulho, tentando chamar as pessoas. Abgails vai até a pequena paróquia que há  na cidade e chama o padre. O padre, um senhor de meia-idade, provavelmente da Ortodoxia, se mostra irritado e abre o estábulo a pedidos. Alex percebe movimento no canto do olho e percebe que há uma figura na entrada da cidade. Ele corre para aruamar os animais que estavam no estábulo, um burro e começa a arrumar a carroça. Roland e Tak sacam suas armas e Abgail saca seu sabre.

O homem parado é alto, deve ter um metro e noventa, têm um rifle de alta precisa em suas mãos. Veste uma armadura robusta mas que aparenta ser leve, mas o que mais chama a atenção é o capacete, ele é espelhado. Todos tremem ao ver a figura se aproximar e começar a carregar a arma, é um Grimson, um soldado criado genéticamente, criados com apenas um propósito, guerrear. Tak atira e a bola quente de plasma se dilui na armadura nem abalando o soldado. Abgail parte para cima, mas tropeça em uma pedra e perde seu equilibrio e perde a espada das mãos, mas rapidamente saca seu florete e continua andando. Roland saca suas duas pistolas e começa a disparar, mas parece que as balas não passam sua armadura. Alex corre de um lado para outro, enquanto que o padre está estático de medo. O Grimson apenas começa a ajeitar a arma, Tak dispara outra vez e Abgail golpeia o oponente, que a ignora. Roland guarda uma de suas armas e começa a mudar a munição de uma das armas, munição sunder. O Grimson carrega a arma e dispara, atinge o pobre padre petrificado e o homem desmonata no chão sangrando com o poder do poderoso rifle e começa a recarregar. Tak mira melhor e atira novamente, desta vez fazendo o soldado sentir o tiro e pegar a atenção dele. Mas Roland foi mais rápido, apontou a arma e em um tiro certeiro, atinge a cabeça, colocando o soldado no chão. Abgail confere o corpo do soldado, está morto. Tak e Roland se aproximam e pegam o rifle, a munição e a arma reserva do soldado. Nisso Alex aparece com a carroça e Roland chama a atenção de alguns servos e deixa com eles algum dinheiro para cuidar do padre. Conversam rapidamente e optam por seguir viagem até Acheon onde podem encontrar sua passagem para fora do planeta.

Acheon é uma cidade grande com dez milhões de pessoas morando nela. Altas torres da Segunda República se misturam com favelas abaixo dela. A companhia de heroís chegam a cidade e perto do espaço-porto se encontra a taverna o Dançarino Perneta. Uma viela escura cheirando a urina, eles entram no pequeno estabelecimento escuro e fumacento. Além do obvio dono que se encontra no bar, há um grupo de homens jogando cartas e dois bêbados de plantão. O grupo se aproxima ao dono do estabelecimento e pergunta por Tom Ford, ele apenas aponta para a mesa onde estão jogando os homens e diz “O mais barulhento.” Aproximando, um dos homens acabou de ganhar a rodada e grita e esbraveja que ganhou com a maior alegria. Alex pergunta se ele é o homem que eles procuram, e ele diz que sim, mas que está muito ocupado ganhando o jogo. Roland se inquieta e pega na mão dele e a levanta, mostrando assim cartas embaixo da manga, obviamente trapaceando. Tentado sair da embaraçosa e perigosa situação, Ford tem de deixar todos seus ganhos atrás e corre com seus novos “colegas”. “Porque tinham que aparecer, estava ganhando rios de dinheiro” diz Tom.  “O capitão Elohim nos garatiu que você nos ajudaria” responde Alex. “Bem nesse caso, tenho alguns favores devendo a ele. Isto deve melhorar minha situação” diz sorrindo Tom.

Chegando ao espaço-porto, eles andam por uma infinidade de naves. Tom afirma “A minha nave, a Leviatã Vermelha, é a nave mais bonita e perfeita deste espaço-porto. A recebi do meu pai e ele do seu pai. Espero poder dá-la ao meu filho.” Ao chegarem perto de uma nave grande de seus 120 metros, com o casco inteiramente vermelho mas completamente gasta e velha ficam espantados. Abgail perguta “Quantos anos tem a sua nave?” Tom responde com orgulho “Mil e seiscentos.” Uma voz de dentro da nave ríspida e com pouca alegria no tom de voz diz “Mil seiscentos e quarenta e sete, piloto de merda. Já falei para você gastar dinheiro para concertar o casco da nave, não adianta só concertar o motor.” É um Ur-Ukar, Tom o apresenta como V´tor Kaval, engenheiro da nave.

Não demoram muito para arrumar a nave e estão decolando, a caminho do Portal, em direção a Shaprut para depois irem a Stigmata. Os dias passam e nossos heroís podem finalmente descansar. Alex passa maior parte do tempo com V´tor e tenta aprender sobre a mecanica da nave. Roland, Tak e Abgail tentam descobrir o que aconteceu e por que eles foram escolhidos. Por volta do terceiro dia, Tom chama a atenção de todos e diz que estão sendo seguidos por uma fragata a uns dois dias e que há outro problema. O Portal a muito tempo resetou e está a quase uma semana sem atividade para saltos fora. Portanto uma pequena frota de salto se formou. Infelizmente a maioria das naves está indo para Cadavus. Portanto eles tem de escolher entre ficar e provavelmente esperar pelo próximo reset do Portal que pode demorar um minuto a um mês, ou ir com a frota e fazer um caminho mais longo indo de Cadavus, Malignatius, Istakhr e depois Stigmata. Eles escolhem ir com a frota.

No dia em que  chegam ao portal, a frota está pronta para saltar. A fragata que os perseguia está logo atrás, ganhando velocidade nos últimos dias. Quando estão saltando para Cadavus, a fragata lança uma comunicação aberta para o sistema de Cadavus, ainda em Criticorum “Atenção naves da armada Decados, aqui é a fragata Lança Negra, há fugitivos em Cadavus. Abram fogo e os detenham.”  A transmissão é brutalmente interrompida por outra “Aqui é o destróier Thaddis Sabbah. Não será dado curso de ação devido a naves de carga próximas.” O Portal se fecha. Tom faz uma manobra para girar a nave e por sorte a pequena frota de três naves que irá saltar estão indo para Malignatius. O Portal de Cadavus abre em direção a Malignatius e atravessam. O destróier também atravessa mas fica no portal para outro salto. As outras naves, basicamente cargueiros estão indo a Malignatius. A Leviatã Vermelha precisa de suprimentos e combustível.

A algumas horas da órbita de Malignatius, V´tor começa a gritar “Amen´ta, ratos de casco!”  Todos saem correndo e olham para V´tor com um cano na mão bater entre as paredes e piso, atingindo algo peludo e preto. Roland pega outro cano e começa a bater junto com V´tor e matam um. Abgail saca sua espada e mata outro, a única armada na nave, pois Charioteers não deixam armas a vista, ou com munição dentro delas. Mas o estrago está feito. A nave está com problemas no conversor de combustível. Ford diz que que ter que fazer o que ele chama de descida Cowboy. Todos sentam e se afivelam. A entrada no planeta é dura e ao solavancos ela vai descendo e ganhando velocidade. Sem muita chance de manobrar, Tom só acerta a posição da nave e ativa os reto-foguetes e atingem o solo. Tak se vomita todo.

Aterrissaram. Apesar da descida brusca, todos estão bem. A nave precisa de reparos e eles estão no meio do nada…

Está foi a primeira aventura, tentei colocar o máximo de detalhes que lembrava e de uma forma divertida.  Na segunda aventura vou ver se faço com menos capítulos.

Anúncios

Um comentário sobre “A fuga – Cap. 03

Deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s